quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
os imortais
"Doutrinada num exercício de séculos, a república dos homens imortais atingira a perfeição da tolerância e quase do desdém. Sabia que em um prazo infinito ocorrem a todo homem todas as coisas. Por suas passadas ou futuras virtudes, todo homem é credor de toda bondade, mas também de toda traição, por suas infâmias do passado ou futuro."
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conto "O imortal",
jorge luis borges
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
carcará
Carcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homeCarcará
Lá no sertão
É um bicho que avoa que nem avião
É um pássaro malvado
Tem o bico volteado que nem gavião
Carcará
Quando vê roça queimada
Sai voando, cantando,
Carcará
Vai fazer sua caçada
Carcará come inté cobra queimada
Quando chega o tempo da invernada
O sertão não tem mais roça queimada
Carcará mesmo assim num passa fome
Os burrego que nasce na baixada
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que home
Carcará
Pega, mata e come
Carcará é malvado, é valentão
É a águia de lá do meu sertão
Os burrego novinho num pode andá
Ele puxa o umbigo inté matá
Carcará
Pega, mata e come
Carcará
Num vai morrer de fome
Carcará
Mais coragem do que homeCarcará
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
Faltam 8!
Amanhã tem Vasco e Flamengo no Maracanã.
Não sei se vou ao campo, mas o certo é que dou sorte. Acho que vi no estádio a apenas uma derrota. A grande maioria foi de vitórias. Talvez umas sete, no Rio e em Manaus (onde vi um jogão em 96, junto com meus pai e irmão!).
E do início dos anos 90, quando comecei a acompanhar futebol com regularidade, foram certamente mais vitórias. Faltam apenas 8 jogos para que empatemos os números do duelo. Lembro que até a década de 70 (início dela), o Vascão contou com vantagem. Nas décadas de 40 e 50, foi um verdadeiro vareio com a atuação do grande Expresso da Vitória e as formações que o sucederam.
Depois, vieram as décadas de 70 e 80, e a coisa mudou de lado!
Mas logo viraremos o jogo!
E acho que o jogo de domingo é nosso!
Vascooooo!!!
Não sei se vou ao campo, mas o certo é que dou sorte. Acho que vi no estádio a apenas uma derrota. A grande maioria foi de vitórias. Talvez umas sete, no Rio e em Manaus (onde vi um jogão em 96, junto com meus pai e irmão!).
E do início dos anos 90, quando comecei a acompanhar futebol com regularidade, foram certamente mais vitórias. Faltam apenas 8 jogos para que empatemos os números do duelo. Lembro que até a década de 70 (início dela), o Vascão contou com vantagem. Nas décadas de 40 e 50, foi um verdadeiro vareio com a atuação do grande Expresso da Vitória e as formações que o sucederam.
Depois, vieram as décadas de 70 e 80, e a coisa mudou de lado!
Mas logo viraremos o jogo!
E acho que o jogo de domingo é nosso!
Vascooooo!!!
somos todos Preedys?
"A união de Preedy e o mar! Havia vários rituais possíveis. O primeiro consistia no passeio que virara corrida e mergulho direto na água, suavizando-se depois num 'crawl' enérgico e sem salpicos em diração ao horizonte. Mas, é claro, não realmente para o horizonte. De súbito, ele se viraria de costas e levantaria grandes salpicos brancos com as pernas, de certo modo demonstrando assim que poderia ter nadado até mais longe se quisesse, e em seguida ficaria em pé por um pouco fora da água para todos verem quem era.
A outra linha de ação era mais simples, evitava o impacto da água fria e o risco de parecer animado demais. A questão cifrava-se em demonstrar estar tão habituado ao mar, o Mediterrâneo e a esta praia em particular, que tanto poderia estar no mar como fora dele. Consistia numa lenta caminhada e na descida até a beira d'água - nem mesmo notando que os pés estavam molhados, uma vez que, terra e água, tudo era igual para ele! - com os olhos no céu, examinando gravemente os presságios do tempo, invisíveis para os outros ( Preedy pescador local)" ( Samson, William citado por Goffman em seu "A representação do eu na vida cotidiana")
Entender a vida social como cenário: uma das possibilidades! Somos atores? Mas há algo por trás de nossas máscaras, um eu específico e secreto? Algo que una todos os papéis sociais sob um mesmo signo?
Penso que sim! Mas, como se sabe, eu sou eu: não domino todos os scripts.
Talvez o João da Ega real fosse mais enérgico e apontasse a verdade.
A outra linha de ação era mais simples, evitava o impacto da água fria e o risco de parecer animado demais. A questão cifrava-se em demonstrar estar tão habituado ao mar, o Mediterrâneo e a esta praia em particular, que tanto poderia estar no mar como fora dele. Consistia numa lenta caminhada e na descida até a beira d'água - nem mesmo notando que os pés estavam molhados, uma vez que, terra e água, tudo era igual para ele! - com os olhos no céu, examinando gravemente os presságios do tempo, invisíveis para os outros ( Preedy pescador local)" ( Samson, William citado por Goffman em seu "A representação do eu na vida cotidiana")
Entender a vida social como cenário: uma das possibilidades! Somos atores? Mas há algo por trás de nossas máscaras, um eu específico e secreto? Algo que una todos os papéis sociais sob um mesmo signo?
Penso que sim! Mas, como se sabe, eu sou eu: não domino todos os scripts.
Talvez o João da Ega real fosse mais enérgico e apontasse a verdade.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2007
07 de setembro
Há 185 anos, deixávamos de fazer parte do antigo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Muita coisa mudou de lá pra cá. De uma população de um pouco menos de 4 milhões de habitantes, passamos para outra já pomposa de quase 190 milhões de almas. Somos mais em quantidade, e o Brasil desde a independência já contribuiu para a humanidade com originalidade em várias dimensões das artes, comportamento e vida social.
Mas o que ficou daqueles tempos? Certamente, continuamos a viver numa sociedade segregada entre brancos e negros. Outras variáveis fazem parte desse caldo de coisas, mas a segmentação social encontra raízes nas diferenças étnicas. Tanto os descendentes de índios quanto de negros ainda não são atendidos pelo Estado brasileiro como o são os brancos.
Restaram nossos nomes portugueses, ó pá! Joãos, Manuéis, Joaquins, Thiagos, Andrés, Marcellas, Floras, Sebastiões continuam entre nós. Ficaram, por conta de ondas migratórias do período e de outros momentos, as lembranças de nossos avós, bisavós, e nossos sobrenomes.
Ficou também a burocracia carregadíssima cheia de nobreza da tradição ibérica.
Acho que ainda somos um pouco uma terra que se tornou um imenso Portugal!
Ah, e ficou o Vasco , grande clube que carrega a cruz, símbolo dos descobrimentos e da coragem lusitana!
Mas o que ficou daqueles tempos? Certamente, continuamos a viver numa sociedade segregada entre brancos e negros. Outras variáveis fazem parte desse caldo de coisas, mas a segmentação social encontra raízes nas diferenças étnicas. Tanto os descendentes de índios quanto de negros ainda não são atendidos pelo Estado brasileiro como o são os brancos.
Restaram nossos nomes portugueses, ó pá! Joãos, Manuéis, Joaquins, Thiagos, Andrés, Marcellas, Floras, Sebastiões continuam entre nós. Ficaram, por conta de ondas migratórias do período e de outros momentos, as lembranças de nossos avós, bisavós, e nossos sobrenomes.
Ficou também a burocracia carregadíssima cheia de nobreza da tradição ibérica.
Acho que ainda somos um pouco uma terra que se tornou um imenso Portugal!
Ah, e ficou o Vasco , grande clube que carrega a cruz, símbolo dos descobrimentos e da coragem lusitana!
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